
O blog permanece de férias, em Setembro voltará em grande e promete novos artigos com mais mezinhas e colaboradoras de alto nível.
Ainda assim, não poderia deixar em "branco" o emblemático acontecimento do momento vivido um pouco por todo o mundo, os Jogos Olímpicos de Pequim 2008. Centenas de atletas de todo mundo se debatem por alcançar o tão desejado título. Estou certa que aos olhos de algumas pessoas serão reencarnações de deuses do Olimpo...mas a meu ver, são pessoas normais que se destacam com atitudes de perseverança, determinação e confiança ( não esquecendo que para tais prestações é necessário grande dedicação e espírito de sacrifício com treinos contínuos de longa duração).
Embora seja de extrema importância a definição de uma "trajectória" bem delineada para a concretização de objectivos pessoais, qualquer atleta que se preze, para atingir a excelência, necessita de humildade. O que distingue os grandes campeões olímpicos do "comum mortal" é a capacidade de equilibrar dois factores preponderantes à sua prestação: determinação versus humildade. Só assim é possível atingir o tão desejado apogeu.
Associado às olimpíadas questões políticas, bem como as liberdades sociais "impostas", florescem simultaneamente com a grande visibilidade do acontecimento.
A meu ver demonstra um desrespeito absoluto pelos atletas quaisquer acções que possam comprometer a prestação dos mesmos, embora concorde i nteiramente com a promoção dos direitos humanos durante estes dias de maior visibilidade com actos "inofensivos".
Na antiguidade, quando chegava a época dos Jogos Olímpicos, os países abandonavam todo o conflito político-militar para que decorresse os campeonatos ( na actualidade seria mais provável o contrário... veja-se o que tem vindo acontecer nos passados jogos olimpicos da era moderna)
E por falar em desrespeito, foi repugnante a atitude do atleta de luta greco-romana que recusou a medalha já no podio lançando-a para o tatami. Os árbitros são sempre soberanos pelo que, mesmo quando não se concorda com a decisão, é importante manter a postura.
Pelo que pude acompanhar, os Chineses vivem os seus momentos de glória e continuam a liderar o ranking no "ouro" olímpico. Segue-se os E.U.A. cuja tradição olímpica já é de longa data e a Alemanha.
Embora a prestação dos E.U.A. seja sempre notável nomeadamente no atletismo e na natação, os chineses demonstram uma atitude claramente diferente dos ocidentais e os resultados são evidentes nas mais variadas disciplinas (na ginástica a disputa pelo título foi dura entre ambos). De um modo geral, os chineses limparam o ouro praticamente em todas as modalidades. Reparei ainda num detalhe, estes atltetas apresentam-se plenamente concentrados e mentalizados ( já para não falar da "insensibilidade" e capacidade de tolerancia à dor que caracteriza os povos orientais e ainda de práticas de Medicina Tradicional Chinesa para aumentar a performance), e não haja dúvidas que o vencedor é aquele que melhor lidar com a pressão, partindo do princípio que todos os atletas contemplam a excelência física imposta.
O imbatível americano M. Phelps de 23 anos continua a sua jornada enquanto "coleccionador de medalhas de ouro" (para este os chineses ainda não têm solução que l hes valha). Este homem é impressionante... nunca está cansado, prova atrás prova...e venha a próxima! O COI bem que podia criar uma nova "linha amarela" para acompanhar o registo do nadador, pela quantidade de recordes mundiais que ele bate a todo o momento a "linha verde" parece a luz verde de um semafro, para este atleta veloz ( "mete o turbo" e ninguem o pára nao ha hipotese) .
No Judo a prestação portuguesa deixou algo a desejar. Embora não tenha acompanhado os combates, esperávamos todos um pouco mais...mas enfim, ficam os bons exemplos de grandes senhores exemplares na modalidade ou ainda uma nota dos erros cometidos, para que não sejam repetidos futuramente. Cada vez mais existem atletas de grande prestígio em Portugal, cujo reconhecimento internacional tende a ser manifesto. Embora o desporto de alta-competição seja imprevisível ( depende de uma série de factores externos e internos)... a responsabilização dos resultados é inevitável, quando as condições de apoio aos atletas são as ideais. A imprevisibilidade pode ser reduzida, para isso existe um trabalho de um grupo de pessoas e, parece-me relevante que haja não apenas uma preocupação em atingir uma condição física, mas também um período de estudos tácticos prévios e ainda mentalização/relaxamento.
Desta vez, deixo-vos com um vídeo excepcional com grandes projecções de judo intitulado a Jigoro Kano Tribute (Tributo ao fundador do Judo). Para quem desconhece a modalidade pode aqui ficar com um cheirinho de algumas projecções, enrolamentos, quedas... e apreciar a beleza de tais movimentos em câmara lenta acompanhado de uma música bem actual (nos treinos não há nada destas modernices...)
Não esquecer que as inscrições já estão disponíveis no IPG...quem quiser já se pode inscrever...até ao momento a ESSG já conta com 10 pessoas inscritas (mas espero que muitos mais se inscrevam, se procuram novas experiencias aqui têm uma boa oportunidade).
Boa sorte para todos os portugueses... (Parabéns Vanessa Fernandes e Nelson Évora! e ainda a todos os que alcançaram resultados favoráveis. )
Em tempos de férias pude ainda assistir ao concerto de Mariza. Aconselho vivamente, descobri que esta senhora para além de fadista é também dotada para blues ou mesmo salsa...enfim foi um concerto exuberante, numa panóplia instrumental conjugada com as tradicionais guitarras portuguesas, o que resulta lindamente!! Fiquei impressionada e adorei a música Rosa branca.

Ninguém disse que o caminho era fácil... alcançar grandes metas é sempre penoso... e para isso é necessário acreditar. Só assim será possível a dedicação e entrega necessárias para superar o desgaste.
Guido D'arezzo(992 — 1050), monge Italino, criador da notação musical, nomeou as notas com sete nomes. Esta notação foi pioneira na literatura dos sons, já que permitiu que estes podessem ser facilmente escritos e identificados em pautas, permanecendo ainda hoje. O legado desta personalidade inconfundível, deu lugar ao desenvolvimento de acordes, compassos, escalas (etc)... enfim, foi um passo primordial que se reflectiu no progresso e evolução da música. E para nós, enquanto meros ouvintes, disfrutar de grandes melodias. Agora, novamente envolvida em vários projectos, este grandioso tema intemporal, que me acompanha desde criança, não podia estar mais adequado. I believe I can fly, conta com numerosas versões, nomeadamente em Gospel mas...não há nada como a versão de R. Kelly que ficou conhecida no filme Space Jam. Pessoalmente, é um dos temas de que sempre gostei e não me canso de ouvir...
I used to think that I could not go on And life was nothing but an awful song But now I know the meaning of true love I'm leaning on the everlasting arms If I can see it, then I can do it If I just believe it, there's nothing to it I believe I can fly I believe I can touch the sky I think about it every night and day Spread my wings and fly away I believe I can soar I see me running through that open door I believe I can fly See I was on the verge of breaking down Sometimes silence can seem so loud There are miracles in life I must achieve But first I know it starts inside of me, oh If I can see it, then I can do it If I just believe it, there's nothing to it Hey, 'cuz I believe in me, oh If I can see it, then I can be it If I just believe it, there's nothing to it Hey, if I just spread my wings I can fly I can fly I can fly, hey If I just spread my wings I can fly Fly-eye-eye
Por Maleitaremediante
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"Temos medo do contágio, não queremos cá gente com hepatite" Moradores do prédio onde funciona SOS Hepatites querem expulsar associação.
in http://dn.sapo.pt/2005/10/18Tenho uma neta pequena com dois anos que leva a vida a meter tudo na boca e há muita gente de idade que usa o corrimão". Razões que a moradora do prédio do bairro lisboeta dos Olivais onde está sediada a SOS Hepatites considera de sobra para exigir a saída da associação, já que, afiança, "os vírus das hepatites são altamente contagiosos e não se transmitem só pelo sangue e sémen". E não está só a maioria dos vizinhos assinou as cartas registadas com aviso de recepção que, explica, seguiram a semana passada para a Câmara de Lisboa, proprietária do imóvel e responsável pela instalação da associação no mesmo, assim como para a Direcção-Geral de Saúde e para o Centro de Saúde dos Olivais" Felizmente, alguém conhecedor do assunto deu o seu parecer, face a uma atitude desinformada e e descriminatória. Não quero ser muito duro com a ignorância, porque há muita falta de informação. Mas isso parece anedota", diz o hepatologista. " Não há qualquer perigo de contágio em relação às hepatites em causa, as crónicas, as B e C. E proponho que essas pessoas pensem nisto há centenas de milhar de infectados com essas hepatites no país. Sentam-se ao lado deles no autocarro, no cinema, nos estádios. Usam o dinheiro que eles tocaram... Era por partilharem o mesmo prédio que iam ser infectadas?" Abana a cabeça. " Estes casos demonstram que ou se fazem campanhas de informação, ou a discriminação nunca mais acaba. A intolerância e os juízos inadequados levam muitas vezes a manifestações preconceituosas. Em pleno século XXI, mudam-se os tempos, mas são estas as osgas difíceis de arrancar da sociedade em que vivemos. É um facto as taxas de propagação desta doença, já considerada uma pandemia mundial.
As formas de contágio são variadas, sendo o factor etiológico relevante. Após consulta do site desta associação pude constatar que determinadas hepatites virais, se transmitem pela alimentação (Hepatite A), beijos (Hepatite B e D), relações sexuais, actos de toxicomania e partilha de objectos pessoais(A,B, C, D), casa de banho (A)....curiosamente não há registo de ninguém que tenha contraído o vírus por contacto humano (tocar). A excelência dos cuidados prestados pelos profissionais de saúde, envolve a consciencialização da população. Não basta apenas pensar em tratar/curar, obter resultados favoráveis capazes de combater tal pandemia passa por reflectir sobre a possibilidade de propagação a médio/longo prazo. Importa prevenir informando, é essa a insígnia preponderante para o combate eficaz do preconceito; é necessário erradicar os mitos que na actualidade não têm razão de ser, perante provas científicas sobre a matéria.
por Maleitaremediante Existem várias medidas eficazes na prevenção na doença, como: • Vacinação, no caso das hepatites por vírus A e B; • Uso de água tratada ou fervida; • Lavar bem legumes, frutas e verduras; • Lavar bem as mãos após usar o toalete e antes de preparar os alimentos e de se alimentar; • Não compartilhar seringas e agulhas; • Uso de preservativo nas relações sexuais; • Uso de material de proteção, por profissionais de saúde; • Acompanhamento pré-natal para aconselhamento adequado e prevenção da transmissão; • Evitar uso abusivo de álcool, medicamentos e drogas.
A Hepatite é basicamente uma infecção no fígado. Existem vários tipos de hepatites e a gravidade da doença é variável em função da etiologia e os danos hepáticos.  Etiologicamente é possível classificar esta patologia da seguite forma: Hepatites virais, auto-imunes e associadas a uso de produtos tóxicos (medicamentos, e álcool por exemplo).
As hepatites podem ser provocadas por vírus, entre os quais estão os seis tipos diferentes de vírus da hepatite (A, B, C, D, E e G ). As Hepatites virais, considerada a maior pandemia mundial da atualidade 60 a 80% cronificam em 15-20 anos, evoluindo para cirrose hepática, e 1-2% para hepatocarcinoma.  Os vírus da hepatite podem ser transmitidos através da água e de alimentos contaminados com matérias fecais (hepatites A e E ), pelo contacto com sangue contaminado (B, C, D e G ) e por via sexual (B e D ). Os vírus têm períodos de incubação diferentes e, em muitos casos, os doentes não apresentam sintomas . As hepatites A e E não se tornam crónicas, enquanto a passagem ao estado crónico é bastante elevada na hepatite C , e comum na hepatite B, D e G, embora nesta última, a doença não apresente muita gravidade. Quadro clínico (primeiros 3 a 10 dias – pródromo): febre, mal-estar, inaptência, mialgia,cefaléia, náuseas, adinamia. Após a sintomatologia prodrômica e iniciam-se: colúria,acolia,ictería. Quanto mais sintomática for a fase aguda da doença, maior a chance da doença hepática se tornar crónica.
Há ainda muito a estudar nesta área, a investigação científica tem percorrido um bom caminho na luta contra a doença, tendo conseguido já elaborar vacinas contra as hepatites A e B, (que permitiram reduzir consideravelmente a sua propagação) e descobrir substâncias (como os interferões) que podem travar a multiplicação do vírus e constituir uma esperança de prolongamento de vida para muitos doentes. Estes tratamentos, contudo, são dispendiosos, apresentam diversos efeitos secundários que podem variar de paciente para paciente, algumas contra-indicações que impossibilitam ou atrasam a prescrição e nem sempre estão disponíveis nos países em desenvolvimento, que são as zonas mais afectadas. É ainda relevante referir que, embora não tão comum mas ainda um factor de risco possível pacientes submetidos a transfusões sanguíneas e imunodeprimidos o Epstein-Barr, o citomegalovírus e o herpes zoster. Outros agentes de importância são os vírus da dengue e febre amarela.
As Hepatites causadas por perturbações auto-imunes, ou auto agressão do organismo aos hepatócitos, a qual pode acontecer porque uma bactéria, vírus ou fungo pode conter uma porção muito parecida com a célula hepática, causando "confusão" do sistema imunológico. O tratamento é feito com corticóides e drogas imunossupressoras. "Os sintomas são pouco específicos, semelhantes aos de uma hepatite aguda, podendo, nas mulheres, causar alterações no ciclo menstrual. Esta hepatite, ao contrário da hepatite vírica, atinge sobretudo as mulheres, entre os 20 e os 30 anos e entre os 40 e os 60, pode transformar-se numa doença crónica."
in http://www.soshepatites.org.pt/sos
Existe ainda um vasto leque de drogas que são hepatotóxicas, ou seja, lesam directamente o hepatócito. Tais drogas podem portanto causar hepatite. O antidiabético Troglitazone, por exemplo, foi retirado do mercado em 2000 por causar hepatite, e o Acetaminofen (cujo princípio activo é Paracetamol), é considerada altamente hepatotóxica em doses elevadas. Outras drogas associadas com hepatite: Allopurinol Amitriptyline (antidepressivo) Amiodarone (antiarrítmico) Azathioprine Halothane (um tipo específico de gás anestésico) Contraceptivos hormonais Ibuprofen e indomethacin (AINES) Isoniazid (INH), rifampicin, e pyrazinamide (antibióticos específicos para tuberculose) Ketoconazole (antifungal) Methyldopa (contra hipertensão) Minocycline (antibiótico tetracycline) Nifedipine (contra hipertensão) Nitrofurantoin (antibiótico) Phenytoin e ácido valproico (anti-epilepsia) Zidovudine (antiretroviral ex. combate à AIDS) Alguns suplementos nutricionais de ervas e vegetais são ainda factores de risco importantes a ter em conta.
O progresso clínico de uma hepatite induzida por medicamentos é muito variável, dependendo da droga e da tendência do paciente a reagir à droga. Por exemplo, hepatite induzida por halothane pode ser de média à fatal, assim como a hepatite induzida por INH. Contraceptivos hormonais podem causar mudanças estruturais no fígado. Hepatite por Amiodarone pode ser incurável, uma vez que o tempo de semi-vida longo da droga (mais de 60 dias) significa que não há maneira eficiente de impedir exposição à droga. Finalmente, é importante referir que a diversidade humana é tão grande que qualquer droga pode vir a causar hepatite.
No que respeita a Tratamento este depende da causa da hepatite. Nas hepatites virais agudas, indica-se apenas repouso relativo (com restrição de atividades físicas), dieta e medicamentos para dor e febre, caso ocorram. Na hepatite viral crónica, existem alguns tratamentos específicos, indicados em alguns casos, que permitem a erradicação do vírus e redução do risco de cirrose e cancro. Na hepatite auto-imune, utilizam-se medicamentos chamados Corticóides, capazes de reduzir a inflamação. Nas hepatites alcoólica e medicamentosa, recomenda-se a suspensão do uso do agente causador. Nas doenças por acúmulo de ferro e cobre recomenda-se à restrição dietética e o uso de certos medicamentos que ajudam a reduzir o depósito desses metais. Nos casos de hepatite fulminante, o tratamento é de suporte e, geralmente, o transplante hepático de urgência é necessário para a cura.
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 Os três exemplos que se seguem referem-se a práticas farmacológicas de risco em crianças de tenra idade:Facto 1: Ano de 2005, Brasil, uma paciente do sexo feminino, com 26 dias de nascimento, 4,5Kg, morre após receber, acidentalmente, 300mg do anticonvulsivante valproato de sódio; a dose inicialmente prescrita era de 30mg/Kg/dia, dividida em duas tomas.
Facto 2: Em 2007, na Etiópia, quatro crianças com menos de três anos morrem por asfixia ao ingerir comprimidos em dosagem adulta do vermífugo albendazol.
Facto 3: Segundo dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), no ano de 2005 ocorreram 84.456 casos de intoxicação humana por causas diversas, que variaram de animais peçonhentos a substâncias químicas. Desse total, 22% foram em crianças menores de cinco anos; neste grupo, os medicamentos foram os principais agentes tóxicos, com 35% dos casos. O acto do nascimento é um dos fenómenos mais belos da nossa existência, representa o princípio de um milagre e a esperança do futuro. Para que um ser tão pequeno, frágil e inocente mantenha a sua vitalidade é necessário criar condições que lhe permitam explorar o mundo envolvente. Este estudo prova claramente, a necessidade do controlo posológico e de administração farmacológica de crianças e recém-nascidos. Acontece que para estes seres a atenção dos profissionais de saúde deve ser redobrada, embora pareça exacerbado, o mais ínfimo erro de dosagem, aparentemente invisível e insignificante, manifestar-se-á numa adversidade folgada, por vezes fatal.
Ainda respeitando a mesma temática, para que esta "fragilidade indefesa" possa construir um futuro risonho, não poderia deixar de referir as condicionantes referentes ao uso de medicamentos off label e sem licença.
Para compreender a relevância destes factores, note-se as conlusões dos estudos que se seguem:
Num estudo realizado na Holanda foram avaliadas mais de 66 mil prescrições pediátricas atendidas em farmácias comunitárias; desse total, 20,6% foram classificadas como off label e 16,6% sem licença. Num estudo Francês envolvendo 2.533 prescrições de medicamentos para 989 pacientes pediátricos, 29% e 4% dos fármacos prescritos estavam no status off label e sem licença,respectivamente. As prescrições off label foram categorizadas de acordo com: faixa etária (65%), indicações (23%), esquema posológico (10%) e via de administração (7%). Em São Paulo (Brasil), um levantamento prospectivo em 15 creches municipais (n = 1.382 crianças) revelou que 40,8% dos medicamentos prescritos poderiam ser classificados como uso inadequado para crianças.
 De entre as faixas etárias, os pacientes com maior incidência de uso de medicamentos off label ou sem licença são os recém-nascidos. Com relação aos medicamentos, os mais prescritos como off label foram os Analgésicos, antibacterianos e broncodilatadores.
O uso de medicamentos off label e sem licença é um recurso eventualmente necessário para garantir que pacientes pediátricos recebam o tratamento adequado. . No entanto, os pais têm a obrigação de saber que esta não é a alternativa mais eficaz e segura para os seus filhos. Todos os envolvidos, da prescrição à administração desses medicamentos, são responsáveis directos pelas consequências adversas e podem, em última instância, responder judicialmente por negligência. É necessário ser fundamentado claramente com evidências clínicas todas as opções de tratamentos disponíveis, de modo a obedecer a aspectos éticos da prescrição. Por vezes surgem inovações farmacoterapêuticas lançadas no mercado cuja licença de uso para crianças é inexistente.
O que acontece é que no processo de desenvolvimento dos fármacos, os estudos clínicos de fase III ( realizados no sentido de obter resultados referentes a eficácia e segurança do uso) geralmente não incluem crianças, "não só por razões éticas como também devido à dificuldade de obtenção de uma amostra homogénea e significativa, em virtude da estratificação das faixas etárias e dificuldade de conduzir um estudo durante longos períodos de tempo, nomeadamente em doenças raras". Porém, sabendo que formulações específicas para esse grupo de doentes não estao disponíveis, (in)contestavelmente a prescrição de medicamentos utilizada de forma diferente à indicada na bula, prescrição off label, é um risco. Caso não haja evidências clínicas que comprovem a prevalência de benefícios face aos danos, esta realidade incómoda e proliferativa de severos efeitos adversos, é um buraco negro, para seres frágeis e indefesos de tenra idade.
Ainda no contexto de prescrição off label, é um exemplo:  Dinoprostona - indicado para mulheres adultas com o objectivo de promover o esvaziamento uterino
- em doentes pediátricos com doenças cardíacas, é prescrito para manter os ductos arteriais patentes, embora não seja indicado para esta finalidade por seu fabricante. Estudos científicos referem que "perante tais situações o risco de toxicidade aumenta claramente, sobretudo pela falta de informações adequadas e pelo uso em condições distintas daquelas que foram avaliadas nos estudos".
Farmacoterapeuticamente falando, as crianças não devem ser tratadas como "adultos pequenos", a velocidade de absorção e eliminação do medicamento no organismo, assim como a sensibilidade específica no órgão-alvo é diferente, já que está associado à maturação. Mudanças fisiológicas são as principais responsáveis pela acção farmacológica das drogas, nomeadamente, eficácia, toxicidade e regime posológico.
As crianças devem por isso, receber cuidados extras na selecção, desenvolvimento de formulações, doses, vias e métodos de administração dos medicamentos. Quando formulações apropriadas para administração de medicamentos em crianças não estiverem disponíveis no mercado, deve-se ter cautela para garantir que a melhor alternativa seja utilizada.
" Os rescém nascidos parecem ser os mais afectados, o risco de toxicidade é brutal . A susceptibilidade de doentes pediátricos a reações adversas pode sofrer alterações durante as diversas fases do seu desenvolvimento e crescimento, nomeadamente em tratamentos crónicos. Contudo, independente da duração do tratamento, este pode resultar em reações adversas não observadas na população adulta, em virtude do processo de desenvolvimento do doente (...) Ainda pela falta de posologia adequada ou não estabelecida, as crianças são mais propensas receber super ou subdose do medicamento, resultando no aumento da incidência de reações adversas do tipo A ou falta de efeito terapêutico, respectivamente. " A utilização de medicamentos sem licença, a partir formulações extemporâneas preparadas a partir de  comprimidos ou outras formas farmacêuticas, traduz outro factor de risco. Acontece que as formulações extemporâneas não têm registo, só as formas farmacêuticas usadas para a sua preparação.Para estabelecer um melhor controlo, no que respeita segurança e qualidade do tratamento pediátrico, será possível se for tido em conta a necessidade de abordar este fenómeno cuidadosamente e especificamente pelos profissionais de saúde: -O cálculo da dose de medicamentos em crianças deve ser bem criterioso e muitas vezes ser fundamentado no peso corporal do paciente (em Kg). Esse procedimento, se realizado de forma correcta evita muitos erros de superdosagem durante a administração . -Por aspectos físicos, os pacientes pediátricos podem ser incapazes ou avessos a ingestão de comprimidos. Muitas vezes, os pais ou responsáveis trituram e misturam comprimido, ou o conteúdo da cápsula, com sucos, iogurtes, frutas, geleias e outros tipos de alimentos. Este procedimento, além de alterar a estabilidade do fármaco, não dá garantias plenas de ingestão total da dose e sua disponibilidade. Os medicamentos não devem ser misturados com alimentos, salvo quando recomendado pelo fabricante. - O uso de medicamentos em horário escolar pode ser complicado e, portanto, deve ser evitado, dando preferências a esquemas posológicos com uma ou duas doses diárias. Quando formulações apropriadas para administração de medicamentos em crianças não estiverem disponíveis no mercado, deve-se ter cautela para garantir que a melhor alternativa,preparação de formulação extemporânea ou importação, seja utilizada. A importação de um produto registado num outro país pode ser dispendiosa e demorada, inviabilizando o tratamento. A alternativa Manipulação magistral de medicamentos específicos face às necessidades da criança, deverá ser a primeira escolha, considerada pelos pais e prescritores como medida de segurança e eficácia. Formulações pediátricas, quando manipuladas por profissionais especializados (Técnicos de Farmácia e Farmacêuticos) e em farmácias com alto padrão laboratorial, sem dúvida, são a melhor das alternativas terapêuticas, já que o medicamento, certificado por órgãos sanitários reguladores, passa por longos processos de gestão da qualidade, facto que o garante segurança na identificação, actuação, concentração e pureza. Pais e profissionais da saúde devem ser vigilantes na detecção de eventos adversos e erros de medicação. As formulações extemporâneas, preparados sob a forma de manipulados devem cingir-se aos protocolos já testados e descritos na literatura, que, neste caso específico, é muito escassa. Outros métodos de adaptação de formulações de adultos para crianças incluem diluição de preparações concentradas, partição de comprimidos , dissolução ou dispersão de comprimidos em um volume específico de água e tomando uma parte, podem ser opções, mas sempre cautelosamente executados, uma vez que a precisão da dose não é garantida. Seringas podem ser usadas como meio de assegurar a precisão das doses de formas farmacêuticas orais liquidas.  Bibliografia :
 Todos nós, enquanto meros aprendizes interessados, devemos usufruir das experiências e aproveitar todas as oportunidades de aquisição de conhecimentos, de forma a nos tornarmos melhores profissionais. Conhecer para manipular, distingue o "mestre" do "habilidoso". Por vezes, o senso comum tende a condicionar o Homem a crer apenas no perigo visível. Acontece que tais drogas, embora contidas em frasquinhos de reduzidas dimensões apresentam um vasto leque de efeitos prejudiciais (O PT online refere depressão da medula óssea, alopécia, perturbações GI, diminuição da cicatrização, comprometimento do crescimento (em crianças), desenrrolar de novas mutações (carcinogénese), efeitos teratogénicos, podem causar esterilidade...etc); o conteúdo nas mais diversas formas farmacêuticas, apresenta propriedades amplamente tóxicas e representa um perigo iminente para qualquer comum mortal que contacte directamente com o dito cujo. Estas "poções" devem ser "meticulosamente" manipuladas, de forma a se obter o efeito "curativo" desejado e não um enrredo colateral de severidade diferencial. Deste modo, é de extrema importância que o profissional de saúde, manipulador, não negligencie as devidas precauções necessárias e esteja ciente da enormidade responsabilidade em si depositada, já que está em causa a sua segurança e a do doente. (por Maleitaremediante) A Quimioterapia apresenta-se como uma das mais importantes e promissoras formas de tratamento do cancro. Consiste na utilização de agentes químicos isolados ou em combinação, para o controlo e remissão da proliferação destes tumores malignos. Esta forma de tratamento sistémico da doença pode ser conjugada com formas de tratamento mais antigas e localizadas, como a cirurgia e a radioterapia. (BONASSA, 1998). O autor refere ainda que esta terapia desempenha um papel cada vez mais importante no tratamento de doenças neoplásicas, verificando-se a necessidade crescente da preparação de medicamentos citotóxicos a nível hospitalar. Actualmente verifica-se uma grande preocupação em relação à preparação deste tipo de medicamentos, devido aos riscos ocupacionais que podem surtir da exposição a que os profissionais de saúde envolvidos estão sujeitos. De forma a minimizá-los é fundamental a existência de condições de trabalho adequadas que possibilitem uma maior segurança para o profissional envolvido e que minimizem o risco de contaminação da preparação. Com base no estudo realizado por Teixeira A. ; Simões A.; Tabaquinho S. em PREPARAÇÃO DE MEDICAMENTOS CITOTÓXICOS: RISCOS PROFISSIONAIS E CONDIÇÕES DE TRABALHO, Lisboa 2000
(... ) Relacionando a preparação de medicamentos citotóxicos e, respectivas condições de trabalho, com a apresentação de forma repetida e persistente de sinais e sintomas, comprovou-se estatisticamente a existência de risco relativo em relação a irritação ocular, irritação crónica da garganta e queda de cabelo. Para os sintomas tosse crónica, tosse quando deitado, dores no peito, hipertensão, hiperpigmentação das unhas, diminuição da líbido e anemia verificou-se uma maior probabilidade de relação com a preparação de medicamentos citotóxicos, no entanto, o risco relativo não pôde ser estatisticamente comprovado. O desenvolvimento deste estudo permitiu "verificar que muito ainda se pode investigar à cerca do risco que a preparação de medicamentos citotóxicos, e respectivas condições de trabalho, pode constituir para os profissionais de saúde envolvidos."
Este estudo contemplou uma população alvo constituída pelos profissionais de saúde, Técnicos de Farmácia, Farmacêuticos e Enfermeiros, que preparam ou prepararam medicamentos citotóxicos e que exerçam funções em Instituições Hospitalares pertencentes à Região de Lisboa e Vale do Tejo, considerando-se ainda o grupo controlo constituído por profissionais que nunca prepararam. Face ao exposto, obtiveram-se os seguintes resultados referentes a boas práticas de preparação, bem como o equipamento envolvido na protecção e segurança do manipulador, cuja análise será aqui citada.
" Vários autores indicam que a preparação de medicamentos citotóxicos deve ser centralizada em instalações concebidas para esse fim, na Farmácia Hospitalar, uma vez que permite uma série de vantagens: diminuir os riscos de contaminação para os profissionais de saúde, melhoria da prestação de serviços, redução do tempo empregue na preparação e diminuição do consumo de medicamentos citotóxicos e materiais. Para todos os profissionais de saúde envolvidos no uso de medicamentos citotóxicos é essencial possuírem formação adequada na técnicas e procedimentos que envolvem a sua manipulação segura. Especialmente aqueles que se encontram directamente envolvidos na preparação de medicamentos citotóxicos devem obrigatoriamente possuir formação específica. Neste estudo podemos observar que o tipo de formação que a maioria dos profissionais de saúde afirma possuir em relação à preparação de medicamentos citotóxicos é formação de base, verificando-se ainda que 14,7% dos profissionais não possuem qualquer tipo de formação específica.
(...)O ideal seria que a maioria dos profissionais envolvidos neste tipo de preparação fossem Técnicos de Farmácia ou Farmacêuticos, o que na generalidade significaria que a preparação decorria na Farmácia Hospitalar. A maior dos profissionais que afirma não ter formação específica para esta preparação é constituída por Enfermeiros(...)
É vital que estes possuam os conhecimentos específicos para que possam proteger os doentes, o ambiente e os profissionais de saúde, incluindo eles próprios, dos potenciais efeitos tóxicos destas drogas. Observámos que a maioria dos profissionais de saúde (64%) que está envolvida na preparação de medicamentos citotóxicos fazem-no ou fizeram-no durante um período inferior a sete anos, sendo apenas 13,3% os profissionais que afirmam preparar este tipo de medicamentos durante um período não superior a um ano. Em relação à frequência de rotação dos profissionais envolvidos na preparação destes produtos verificámos que a maioria destes apresenta um sistema de rotação variável. Na preparação de medicamentos citotóxicos, há técnicas específicas para evitar acidentes como formação de aerossóis, derrames e salpicos ou até picadas. Em relação a estes acidentes de trabalho ocorridos durante a preparação destes medicamentos, observámos que 48% dos profissionais responderam nunca ter sofrido qualquer um destes acidentes. Dos que afirmam ter sofrido acidentes de trabalho, os mais comuns são salpicos e derrames. Náuseas, diarreia, cólicas abdominais, cefaleias, tonturas, diminuição da acuidade visual, reacções alérgicas, batimentos cardíacos irregulares, hipertensão e queda de cabelo têm maior probabilidade de ocorrer dependendo a exposição provocada por estes acidentes de trabalho durante a preparação de medicamentos citotóxicos. No entanto, estatisticamente apresentam significado, pelo risco relativo referente à não observação de acidentes ser apenas devido ao acaso, náuseas, cefaleias, tonturas e queda de cabelo.
Existe uma percentagem de profissionais que prepara citotóxicos em Câmara de Fluxo de ar laminar horizontal ( em vez de vertival) ou mesmo em bancadas propriamente ditas. Segundo vários autores, a preparação de medicamentos citotóxicos em bancada de trabalho constitui não só risco de contaminação microbiológica da preparação, o que será muito grave para o doente, mas também risco para o operador e para o ambiente circundante à preparação, pois não existe equipamento técnico adequado que promova a protecção do operador e evite a contaminação do ambiente.
Para aqueles que preparam medicamentos citotóxicos em bancada de trabalho, esta condição pode contribuir para um maior risco de apresentaçãode náuseas, insónias, reacções alérgicas, tosse crónica, tosse quando deitado, batimentos cardíacos irregulares, hiperpigmentação das unhas e alterações dos períodos menstruais, tendo sido estatisticamente comprovados os sintomas reacções alérgicas e irritação crónica da garganta.
 De acordo com outros estudos em que se comparou o uso de CFALV ao invés de CFALH, verificou-se uma redução de exposição a agentes citotóxicos, considerando-se que as CFALH apenas protegem o produto, enquanto que as CFALV protegem ambos o produto e o operador. Inicialmente, a preparação de medicamentos citotóxicos era realizada nas enfermarias uma vez que não existiam CFAL e pouco se conhecia à cerca dos efeitos tóxicos destes medicamentos para o preparador. Neste estudo verificámos que a preparação de medicamentos citotóxicos decorre principalmente em CFALV, que ainda muitos profissionais o fazem em bancada de trabalho, principalmente Enfermeiros, e uma minoria, de 8%, apenas constituída por Enfermeiros, em CFALH."
De acordo com as normas existentes para a sala onde decorre a preparação de medicamentos citotóxicos, esta deve possuir lavatório com água corrente para lavagem da pele ou olhos em caso de acidente, parede com janela de vidro para o exterior, intercomunicadores de forma a manter o contacto com o exterior e normas básicas relativas à preparação de medicamentos citotóxicos e normas de como actuar em caso de acidente. Os resultados obtidos referem que "na maioria dos casos existe fonte de água, janela para o exterior e sistema de comunicação para o exterior(...) e ainda a existência de normas de actuação em caso de acidente e normas de preparação. "
No que respeita a equipamento de protecção individual e equipamento técnico, obtiveram-se os seguintes resultados:
- A bata utilizada deve ser fabricada com material de fraca permeabilidade de forma a que em caso de acidente, o líquido escorra em vez de ser absorvido. Todos afirmaram usar.
- as luvas constituem a primeira barreira de protecção contra uma possível exposição dos profissionais de saúde aos medicamentos citotóxicos. É aconselhavel o uso de dois pares de luvas, látex e especiais para a preparação de citotóxicos. A frequência de troca de luvas, o ideal, segundo as indicações de vários estudos, seria trocar de pares de luvas de 30 em 30 minutos ou na preparação de cada ciclo. Uma minoria afirmou usar dois pares de luvas, sendo que a maior parte usa um par de luvas especiais para o efeito.
- A utilização de máscara na preparação de medicamentos citotóxicos tem como objectivo impedir a inalação de aerossóis de citotóxicos, pelo operador, pelo que deve ser de material impermeável, para além de evitar a contaminação da própria solução. É de extrema importância o uso desta.
- A utilização de óculos protectores justifica-se quando a preparação de medicamentos citotóxicos não decorre em CFALV. No entanto, não pode ser considerada uma protecção suficiente nesses casos. No que diz respeito à utilização deste equipamento de protecção é possível aferir com este estudo que " a grande maioria dos profissionais afirma não os utilizar".
O material utilizado na preparação de medicamentos citotóxicos deve possuir ligações do tipo “luer lock”, reduzindo assim a possibilidade de ocorrência de acidentes por dispersão do tóxico devido às diferenças de pressão criada. A maioria dos profissionais afirma utilizar na preparação material com ligações “luer lock”. As agulhas utilizadas na preparação de medicamentos citotóxicos devem ser de calibre apropriado, uma vez que as de calibre grosso diminuem a probabilidade de um aumento de pressão no interior da seringa, mas o risco de derrame é muito superior. Neste estudo, a maioria dos profissionais afirma utilizar sempre que necessário agulhas de calibre apropriado Os campos de trabalho devem possuir um elevado grau de absorção e uma das faces impermeáveis, de forma a conter possíveis salpicos ou derrames. A maioria dos profissionais afirma, neste estudo, utilizar campo de trabalho na preparação de medicamentos citotóxicos É ainda recomendado o uso de um dispositivo dotado com um filtro hidrofóbico, que permita que o ar entre e saia mas, impedindo que o líquido ou partículas saiam, de modo a equilibrar as pressões. Neste estudo, a maioria dos profissionais de saúde afirma nunca utilizar filtro hidrofóbico na preparação de medicamentos citotóxicos. As compressas são utilizadas, na preparação de medicamentos citotóxicos, como auxiliares na preparação das soluções, uma vez que oferecem protecção imediata à libertação de aerossóis ou extravasamentos. Neste estudo, a maioria dos profissionais afirmam utilizá-las sempre que necessário durante a preparação.
Também o nível de iluminação deve ser tal que permita o desenvolvimento da técnica de preparação, uma vez que esta é visualmente exigente, sendo a maioria dos resultados obtidos indicadores de um nível adequado de iluminação no local onde decorre a preparação de medicamentos citotóxicos. Relativamente aos níveis de ruído numa sala asséptica, é esperado um nível de ruído elevado devido ao facto das CFAL serem equipamentos ruidosos e das grandes quantidades de ar requeridas nas salas, no entanto, 60% dos profissionais que trabalham em CFAL, destes 53,3% consideram os níveis de ruído adequados e apenas 33,3% excessivo. No que respeita aos níveis de humidade exigidos para a preparação, nomeadamente de pós sensíveis à humidade, os níveis desta dificilmente serão adequados simultaneamente ao operador e aos medicamentos. Através dos resultados obtidos verificámos que a maioria dos profissionais considera adequados os níveis de humidade relativa do ar no local onde decorre a preparação de medicamentos citotóxicos. Os níveis de temperatura devem ser tais que não provoquem desgaste e fadiga excessivos,cefaleias, taquicardia, astenia e dificuldades de concentração...no entanto, a maioria dos profissionais afirma ter níveis excessivos no seu local de trabalho.
No que respeito ao registo do tempo de laboração de substâncias e respectivas dosagens preparadas, verificou-se que "a maioria dos profissionais, apesar de manter registos da preparação das substâncias e respectivas dosagens, não o faz em relação ao tempo de laboração".
GLOSSARIO:
GI- gastro-intestinais /CFLAV-Câmara de Fluxo de ar laminar Vertical / CFLAH -Câmara de fluxo de ar laminar Horizontal
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