
As inscrições já estão abertas. Para mais informações visitem:
http://www.ess.ipg.pt/evento.asp?ev=25
http://www.simposiodefarmacia2009.blog.com/
Desde os primórdios que são aplicadas mezinhas, guardadas em segredo pelos curandeiros. O homem evoluiu e, com ele, a pesquisa para a cura de muitas doenças. Hoje as Tecnologias da Saúde são cruciais para a interveção eficaz e autonoma em todo circuito do medicamento. Um blog dirigido a todos os interessados e curiosos sobre o tema Farmácia. "Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende. (Leonardo Da Vinci)



ocorra devido a uma utilização inadequada de um medicamento, produzindo ou não dano no doente. Podem ser devidos à prática profissional, aos produtos utilizados, aos procedimentos do sistema (incluindo a comunicação e etiquetagem), acondicionamento e denominação do produto, composição, dispensa, distribuição, administração, monitorização e utilização.
Em tempos de crise o "Tuguinha" quer bom produto e a menor preço . O impacto da introdução dos genéricos no mercado português tem sido notável. A ascenção, embora lenta, é manifesta nos consumidores que adoptam agora uma atitude cada vez mais confiante, perante as campanhas de marketing do governo. De facto, as multinacionais farmacêuticas que sempre dominaram o mercado português, embora relutantes, inevitavelmente, muitas cederam à necessidade de investir neste "capital de risco".
b) Tenham caducado os direitos de propriedade industrial relativos às respectivas substâncias activas ou processo de fabrico;
c) Não invoquem a seu favor indicações terapêuticas diferentes relativamente ao medicamento de referência.
São identificados pela Denominação Comum Internacional (DCI) das substâncias activas, seguida do nome do titular da AIM, da dosagem e da forma farmacêutica e da sigla «MG», inserida na embalagem exterior do medicamento.
Garantia da qualidade, segurança e eficácia de acordo com o Decreto-Lei n.º 72/91, de 8 de Fevereiro é obrigatória a demonstração da bioequivalência com base em estudos de biodisponibilidade ou quando estes não forem adequados, a demonstração ou equivalência terapêutica por meio de estudos de farmacologia clínica apropriados ou outros a solicitar pelo INFARMED
- São medicamentos cujas substâncias activas se encontram no mercado há vários anos e que, por essa razão, apresentam maior garantia de efectividade e permitem um melhor conhecimento do respectivo perfil de segurança.
- Apresentam a mesma qualidade do medicamento de referência, traduzida na demonstração de bioequivalência, através de estudos de biodisponibilidade (Decreto-Lei n.º 72/91, de 8 de Fevereiro).
- São 35% mais baratos do que o medicamento de referência, com a mesma forma farmacêutica e igual dosagem caso não exista grupo homogéneo, o que se torna uma vantagem económica, para os utentes porque estes medicamentos são substancialmente mais baratos do que o medicamento de referência, e para o SNS porque permite uma melhor gestão dos recursos disponíveis. No caso de existir grupo homogéneo, o preço de venda ao público é igual ou inferior ao preço de referência desse grupo.
- A prescrição por DCI ou por nome genérico representa uma prescrição de base mais científica e mais racional.
- Maior rapidez na obtenção de AIM, associada a uma simplificação de todo o processo (está dispensada a apresentação dos relatórios dos peritos sobre os ensaios farmacológicos, toxicológicos e clínicos (Decreto-Lei n.º 72/91, de 8 de Fevereiro).





"Medicamentos, aliados ou não ao álcool, é uma das formas mais comuns para as tentativas de suicídio, uma vez que os doentes que os tomam têm muitas vezes quadros depressivos associados aos problemas de ansiedade ou de sono.Para o especialista, uma forma de minimizar o problema seria prescrever embalagens mais pequenas destes fármacos, embora reconheça que isso faria aumentar o número de consultas médicas.O psiquiatra Ricardo Gusmão, por seu lado, admite que os tranquilizantes (benzodiazepinas) sejam frequentemente usados nos parasuicídios, mas não nas tentativas reais de suicídio.«Os parasuicídios são formas mais ou menos conscientes de comunicar uma situação de crise que um indivíduo se sente incapaz de resolver e pode ser encarado como um modo de pedir ajuda a terceiros», explicou o professor de psiquiatria Ricardo Gusmão. Nestes casos, o coordenador em Portugal da Aliança Europeia Contra a Depressão considera que as benzodiazepinas são frequentemente utilizadas, mas que raramente resultam em morte.O neurologista Nuno Canas alertou ainda que os tratamentos com tranquilizantes (benzodiazepinas) são muito mais prolongados do que deviam, uma responsabilidade que atribuiu essencialmente aos médicos.«Os tratamentos com benzodiazepinas deviam durar um ou dois meses no máximo, mas estão a ser muitíssimo mais prolongados», afirmou. Para o neurologista do hospital Egas Moniz, «a responsabilidade é dos médicos em geral, que não param os tratamentos quando deviam», o que acontece porque as benzodiazepinas são eficazes e induzem nos doentes uma sensação de calma. Em contraponto, o psiquiatra Ricardo Gusmão diz que é residual o número de doentes que não passam sem benzodiazepinas por um período superior a três meses, assumindo contudo que «boa parte» do seu trabalho consiste em fazer o desmame destes fármacos. Alterações cognitivas, dependência física e psíquica e elevada tolerância (tem de se ir aumentando a dose para que o medicamento faça efeito) são os principais problemas de uma toma prolongada dos tranquilizantes.«Os médicos prescrevem frequentemente benzodiazepinas porque as pessoas pressionam. Não valorizam também o problema da dependência, das alterações tóxicas comportamentais e cognitivas», afirmou o especialista, sublinhando que há muitas farmácias a vender estes medicamentos sem receita médica e contra a lei. De acordo com dados do Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, cada português consumiu em média no ano passado duas embalagens de comprimidos sedativos, ansiolíticos ou hipnóticos. Os dados de 2006 indicam que os portugueses gastaram 81,94 milhões de euros em medicamentos para ajudar a dormir ou para combater a ansiedade.Os mesmos dados indicam que os portugueses consomem anualmente cerca de 20 milhões de embalagens deste tipo de comprimidos, o que dá uma média de duas embalagens por cada português.Os medicamentos com substâncias naturais, como o extracto de valeriana, têm sido apontados por alguns médicos como uma alternativa às benzodiazepinas.«As companhias farmacêuticas estão a começar a apostar nesta alternativa. O efeito destes produtos naturais não é tão rápido, mas a eficácia é semelhante e os efeitos acessórios são incomparavelmente menores», defendeu Nuno Canas. Como exemplo dos efeitos secundários reduzidos, o médico do Egas Moniz dá o caso de um doente que se tentou suicidar com 100 comprimidos de extracto de valeriana e que, no dia seguinte, apenas acordou com mais sono. Mas Ricardo Gusmão ressalva que a valeriana apenas tem utilidade como ansiolítico em casos SOS, uma vez que tomada durante alguns dias seguidos deixa de cumprir esse efeito.«Não presta para tratamentos estruturados e não pode substituir as benzodiazepinas», comentou, apontando antes como alternativa a buspirona, que o neurologista Nuno Canas também nomeou como fármaco uma opção com riscos de dependência e de tolerância muito menores".
Lusa / SOL




Por:Isabel Marques 15-set-2008
Fármacos antipsicóticos aumentam risco de AVC
Resultados de um estudo sugerem que os pacientes que tomam antipsicóticos típicos e atípicos apresentam um risco mais elevado de acidente vascular cerebral (AVC), em comparação com quando não estão a tomar este tipo de fármacos.(...) Os resultados demonstraram que aqueles que tomaram antipsicóticos típicos tinham 1,7 vezes mais probabilidade de ter um AVC durante o tempo que estiveram expostos aos fármacos, em comparação com os períodos de não exposição. Por outro lado, aqueles a tomar antipsicóticos atípicos apresentaram 2,3 vezes mais probabilidade de ter um AVC.Além disso, quando qualquer fármaco antipsicótico foi administrado o risco subiu para 3,5 vezes em pacientes com demência, enquanto aqueles sem demência tinham 1,4 vezes mais probabilidade de ter um AVC, em comparação com quando os pacientes não estavam a tomar antipsicóticos.Os antipsicóticos, grupo no qual se incluem a risperidona, olanzapina, sertindol, clozapina, cloropromazina e flufenazina, além de serem eficazes no controlo dos sintomas das psicoses, possuem outros efeitos farmacológicos que podem ser utilizados com vantagens terapêuticas, sendo por exemplo antieméticos, antivertiginosos e ansiolíticos. Os antipsicóticos estão indicados no tratamento da esquizofrenia e outras psicoses; náuseas e vómitos (alguns); ansiedade (casos particulares); alterações do comportamento; tétano (a cloropromazina é efectiva como tratamento adjuvante); porfíria (a cloropromazina é eficaz no tratamento da dor abdominal); soluços intratáveis; dor neurogénica (em casos particulares a flufenazina é eficaz como tratamento adjuvante); alergia e prurido.
Por: Isabel Marques 12-set-2008
Tysabri preparado para iniciar testes oncológicos
As farmacêuticas Biogen e Elan anunciaram que irão dar início ao estudo com o fármaco Tysabri (natalizumab), um agente imunossupressor selectivo que é utilizado no tratamento da esclerose múltipla (EM) com exacerbação-remissão, e que agora vai ser testado como um potencial tratamento para o mieloma múltiplo, um cancro de células plasmáticas no qual um clone de células plasmáticas anormais se multiplica, forma tumores na medula óssea e produz uma grande quantidade de anticorpos anormais que se acumulam no sangue ou na urina.As fases I e II de testes vão ser realizados de forma aleatória envolveram pacientes com mieloma múltiplo refractário ou relapsante, devendo os mesmos ser administrados com Tysabri durante seis meses. Após este período, aqueles que apresentaram uma resposta positiva completa ou parcial ao medicamento irão continuar a ser administrados até surgirem mais progressos curativos contra a doença.Wayne Saville, director do departamento de investigação oncológico da Biogen Idec, considera que o Tysabri tem bastante potencial, não só contra o mieloma múltiplo, como também para outros tipos de cancro.
Por: Pedro Santos 15-set-2008
EMEA aprova Intelence para o tratamento do VIH
A Agência Europeia do Medicamento (EMEA) autorizou a comercialização da terapia de próxima geração Intelence (etravirina) para o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), da Tibotec do grupo Johnson & Johnson.O Intelence, utilizado em combinação com outros medicamentos anti-retrovirais, está indicado para o tratamento de adultos com VIH-1 (vírus da imunodeficiência humana) que já receberam tratamento com anti-retrovirais. O Intelence é o primeiro medicamento eficaz em pacientes portadores de estirpes do VIH que demonstraram resistência a fármacos inibidores não-nucleosídeos da trancriptase reversa (NNRTI, em inglês). A etravirina (TMC125) é o primeiro novo NNRTI a ser introduzido no mercado em aproximadamente 10 anos. A etravirina inibe a replicação viral ao ligar-se directamente à trancriptase reversa e bloqueando as actividades da polimerase do ADN viral.O Intelence estende a classe de NNRTI a milhares de pacientes na Europa que já receberam tratamentos e que têm um vírus resistente aos NNRTI, fornecendo-lhes o potencial de suprimir o vírus a níveis indetectáveis, o objectivo crucial do tratamento, segundo a Professora Christine Katlama, chefe da Unidade de Investigação Clínica em SIDA do Departamento de Doenças Infecciosas do Hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris.
Por:Isabel Marques 12-Set-2008
Tratamento inicial com ibuprofeno pode ser o melhor para a febre nas crianças
Resultados de um novo ensaio clínico sugerem que o melhor método para reduzir a febre nas crianças é começar com ibuprofeno isoladamente e então considerar utilizar paracetamol mais ibuprofeno posteriormente.O Dr. Alastair D. Hay, da Universidade de Bristol, no Reino Unido, e colegas avaliaram a duração da febre em 146 crianças, entre os 6 meses e os 6 anos, que receberam aleatoriamente ibuprofeno, paracetamol, ou ambos para tratar a temperatura elevada.O Dr. Alastair D. Hay, da Universidade de Bristol, no Reino Unido, e colegas avaliaram a duração da febre em 146 crianças, entre os 6 meses e os 6 anos, que receberam aleatoriamente ibuprofeno, paracetamol, ou ambos para tratar a temperatura elevada.Nas primeiras 4 horas após o tratamento, a combinação de fármacos cortou a duração da febre em cerca de 55 minutos, em comparação com o paracetamol isoladamente. O ibuprofeno sozinho também foi comparável à terapia de combinação. Após 24 horas, o paracetamol mais ibuprofeno reduziu a duração da febre em 4,4 horas em relação ao paracetamol isoladamente e em 2,5 horas, em comparação com o ibuprofeno sozinho. Os efeitos secundários foram semelhantes em cada tratamento.(...)
Por Isabel Marques 11-set-2008
Anafilaxia aumenta após vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano
Investigadores australianos revelaram que a taxa de anafilaxia, uma reacção alérgica rara, mas grave, é mais elevada em mulheres após a vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano (VPH).O estudo, publicado na "Canadian Medical Association Journal", descobriu que a reacção adversa ao VPH em mulheres jovens era cinco a 20 vezes mais elevada do que aquela identificada em programas de vacinação em idade escolar. Contudo, as taxas gerais de anafilaxia foram baixas sem efeitos graves duradouros associados. Num estudo de 2007, em 114 mil mulheres de um programa de vacinação, a equipa de investigadores descobriu 12 mulheres com suspeitas de anafilaxia e oito casos confirmados. Os sintomas incluem dificuldade em respirar, náuseas e urticária.(...)
Por: Isabel Marques 09 de Setembro de 2008
Combinação de fármacos para a diabetes pode aumentar mortalidade
Combinação de fármacos para a diabetes pode aumentar mortalidade Tratamentos de combinação para a diabetes tipo 2 que utilizam dois tipos de fármacos, metformina e sulfonilureias, podem aumentar o risco de hospitalização devido a doenças cardiovasculares e mortalidade, segundo um relatório publicado na edição de Agosto da "Diabetes Care".Os investigadores chegaram a esta conclusão após analisarem dados conjuntos de nove grandes estudos observacionais. Segundo o Dr. Vivian A. Fonseca referiu à Reuters Health, o relatório realça o real dilema que existe hoje no tratamento da diabetes. Existem fármacos que baixam a glucose, mas encontram-se, com o tempo, problemas com os resultados, particularmente os cardiovasculares.(...)
Em conclusão, as descobertas claramente demonstram que são necessários mais estudos, não só para avaliar a relação entre a terapia de combinação de metformina e sulfonilureias e todas as causas e/ou mortalidade cardiovascular, mas também para perceber o potencial mecanismo subjacente dos seus efeitos.Por Isabel Marques 08 de Setembro de 2008
Flavonóis de cacau podem ajudar a preservar a memória
Investigadores norte-americanos revelaram que as pessoas entre os 59 e 83 anos que beberam uma bebida rica em flavonóis de cacau apresentaram um aumento de 8 por cento do fluxo de sangue no cérebro, após uma semana, e de 10 por cento, após duas semanas.O estudo, publicado na "Neuropsychiatric Disease and Treatment", revelou que os flavonóis de cacau, antioxidantes que se encontram naturalmente nas sementes do cacau, podem aumentar o fluxo sanguíneo para o cérebro.Os investigadores sugeriram que melhorias do fluxo sanguíneo no cérebro, a longo prazo, podem ter um impacto no comportamento cognitivo, oferecendo uma potencial defesa contra condições debilitantes do cérebro, incluindo demência e acidente vascular cerebral (AVC).Quando o fluxo de sangue no cérebro diminui ao longo do tempo, os resultados podem ser danos estruturais e demência. Os investigadores especulam que manter um fluxo sanguíneo no cérebro elevado pode atrasar este declínio cognitivo.
Suplementos à base de alho ajudam a baixar pressão sanguínea elevada
Suplementos à base de alho podem ajudar a baixar a pressão sanguínea tão efectivamente como alguns fármacos utilizados para tratar a hipertensão, segundo uma nova análise publicada online na "BMC Cardiovascular Disorders".De acordo com a Dra. Karin Ried e colegas da Universidade de Adelaide, na Austrália do Sul, os suplementos com preparações de alho podem fornecer uma alternativa aceitável ou uma opção de tratamento complementar para a hipertensão.As investigações efectuadas até agora sobre o alho e a pressão sanguínea têm tido resultados inconclusivos, enquanto a última meta-análise, na qual os resultados de diversos estudos foram analisados colectivamente, só incluiu estudos realizados até 1994.Para fornecer uma perspectiva actualizada, a Dra. Ried e a sua equipa incluíram estudos mais recentes na sua análise, identificando 11 estudos, nos quais os pacientes receberam aleatoriamente alho ou placebo. Na maior parte dos estudos, os participantes que receberam alho tomaram-no em forma de pó, como um suplemento estandardizado. As doses variaram entre 600 mg e 900 mg por dia, que os participantes receberam durante 12 a 23 semanas.Quando os investigadores recolheram os dados dos ensaios, descobriram que o alho reduziu a pressão sanguínea sistólica (o número mais elevado na leitura da pressão sanguínea) numa média de 4,6 mm Hg. Uma análise limitada a pessoas com pressão sanguínea elevada demonstrou que o alho reduziu a pressão sanguínea sistólica em 8,4 mm Hg, em média, e a pressão sanguínea diastólica em 7,3 mm Hg. Nas pessoas com pressão sanguínea mais elevada, no início do estudo, verificou-se uma maior redução da mesma, devido à ingestão de alho.Os efeitos foram semelhantes àqueles dos fármacos geralmente utilizados para tratar a hipertensão como, por exemplo, os beta-bloqueadores, que reduzem a pressão sanguínea sistólica em 5 mm Hg, e os inibidores ACE, que produzem uma queda média da pressão sanguínea sistólica de 8 mm Hg.As dosagens de 600 mg a 900 mg utilizadas nos estudos são equivalentes a 3.6 mg a 5.4 mg do ingrediente activo do alho, alicina. Um dente de alho fresco contém de 5 mg a 9 mg de alicina.Na população total, reduzir a pressão sanguínea sistólica numa média de 4 a 5 pontos e a diastólica em 2 a 3 pontos pode reduzir o risco de ataque cardíaco e morte relacionada com doenças cardíacas até 20 por cento. Contudo, é necessária mais investigação para determinar se os suplementos de alho podem ter um efeito de longo prazo no risco de doenças cardíacas, segundo concluíram os investigadores.
Por:Isabel Marques 22 de Agosto de 2008
Hipertensão: Diovan e Exforge aprovados como tratamentos de primeira linha
A agência reguladora norte-americana (FDA) aprovou o pedido da Novartis para alargar os princípios activos dos fármacos Diovan (valsartano) e Exforge (amlodipina + valsartan) como tratamentos de primeira linha para a hipertensão.O Diovan já era utilizado para a patologia, embora como tratamento de segunda linha, e o Exforge também já havia sido aprovado como tratamento para a hipertensão em 2007, embora apenas em pacientes que tinham apresentado respostas inadequadas a outros fármacos."Estas aprovações permitem uma flexibilidade e confiança nos profissionais de saúde para que passem a utilizar estas terapias como tratamentos de primeira linha", afirmou Kenneth Jamerson, do Departamenteo de Medicina Cardiovascular na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. "Os pacientes irão ainda ter mais benefícios, já que poderão controlar a sua pressão arterial mais rapidamente e apenas com um comprimido", concluiu.
Pedro Santos21 de Agosto de 2008
Metadona revela-se promissora no tratamento da leucemia resistente
A metadona, um fármaco utilizado para o tratamento de pessoas com adição à heroína e outras drogas opióides, mostrou-se promissora como um novo tratamento para a leucemia, especialmente para a leucemia resistente, segundo dados de um estudo.Investigadores da Universidade de Ulm, na Alemanha, revelaram que testes de laboratório demonstraram que a metadona destrói as células da leucemia sem danificar as células sanguíneas saudáveis. Os resultados, publicados na edição de Agosto da "Cancer Research", revelaram que a metadona foi mesmo efectiva na destruição das células da leucemia resistente à quimioterapia e radiação.Segundo a investigadora principal, a Dra. Claudia Friesen, as células da leucemia expressam receptores opióides, aos quais a metadona se liga. Surpreendentemente, os investigadores descobriram que a metadona destrói as células da leucemia eficientemente, mas nunca esperavam isto, acrescentou a Dra. Friesen em declarações à Reuters Health.Estes resultados fornecem as bases para novas estratégias para a utilização da metadona como um fármaco anti-cancerígeno adicional na terapia da leucemia, especialmente quando as terapias convencionais são menos efectivas. Os investigadores ficaram muito entusiasmados com os resultados, pois quando os tratamentos convencionais falham, o que ocorre em pacientes idosos e também jovens, não há outras opções. A Dra. Friesen prevê que a metadona terá efeitos semelhantes noutros cancros que expressam receptores opióides. No laboratório descobriram que também é possível destruir tumores sólidos. A equipa de investigadores está a estudar a metadona isoladamente e em combinação com outros fármacos de quimioterapia em modelos animais de cancro.
Isabel Marques 20 de Agosto de 2008
Leucemia: Ofatumumab apresenta resultados positivos contra a doença
As farmacêuticas GlaxoSmithKline e Genmab anunciaram resultados positivos da Fase III de testes clínicos envolvendo o anticorpo monoclonal ofatumumab (HuMax-CD20), utilizado em determinados pacientes com Leucemia Linfoide Crónica. As farmacêuticas esperam garantir a aprovação do composto até finais de 2008.O estudo envolveu 154 pacientes, tendo o anticorpo monoclonal sido administrado em todos eles. Os cientistas notaram que 138 dos pacientes apresentaram uma resposta positiva ao composto passadas 24 semanas, nomeadamente naqueles que apresentavam resistência ao fludarabine e eram considerados candidatos desapropriados para o alemtuzumab.Este composto tem vindo a ser desenvolvido ainda, em parceria entre as duas farmacêuticas, para o tratamento de Linfomas Não-Hodgkin, artrite reumatóide e esclerose múltipla por surtos e remissões.A leucemia é uma forma de cancro caracterizada por uma produção elevada de leucócitos anormais ( afectação dos glóbulos brancos do sangue), que provocam a diminuição progressiva de produção de células normais, e que dão lugar ao aparecimento de anemia, infecções e hemorragias. Embora seja uma doença de carácter biológico, tem grandes repercussões a nível psicológico e social.
Pedro Santos 05 de Agosto de 2008
Aspirina pode ser vantajosa no tratamento da osteoporose
Investigadores revelaram que a Aspirina (ácido acetilsalicílico) pode oferecer uma nova abordagem para o tratamento da osteoporose, doença habitualmente verificada nas mulheres na pós-menopausa.O aumento da actividade das células que quebram os ossos são normalmente citadas como a causa da osteoporose, mas evidências recentes sugerem que uma diminuição das células formadoras de osso também tem um papel no processo, segundo o Dr. Songtao Shi, da Universidade da Califórnia do Sul, em Los Angeles. Em estudos de laboratório, os investigadores descobriram que a Aspirina reduziu a destruição das células formadoras de osso em ratos. Além disso, demonstraram que adicionar doses baixas de Aspirina torna as células formadoras de osso mais activas e as células responsáveis pela destruição de osso menos activas, resultando em ossos mais fortes e sólidos.Embora os estudos em humanos sugiram que a utilização regular de Aspirina pode ter um efeito benéfico moderado na solidez dos ossos em mulheres na pós-menopausa, são necessários estudos mais detalhados para clarificar o mecanismo subjacente através do qual a Aspirina pode prevenir e tratar a osteoporose, acrescentou o Dr. Shi em declarações à Reuters Health. A Aspirina pertence ao grupo de substâncias conhecidas como anti-inflamatórios não esteróides (AINE), eficazes no alívio sintomático da dor e febre. A Aspirina está indicada no alívio de dores de intensidade ligeira a moderada como, por exemplo, dores de cabeça, dores de dentes, dores musculares, dores menstruais e ainda nos estados febris associados a resfriados ou gripe.
Isabel Marques 5 Agosto2008
Fonte: www. Farmacia.com.pt

No século XIX, atistas, poetas e intelectuais morriam de tuberculose e em quase todas as famílias havia um doente. Nesta época a tuberculose foi a principal causa de morte na Europa e nos Estados Unidos. Esta patologia assumiu importância durante a Revolução industrial, quando o aumento significativo da população nas cidades se traduziu num aumento do número de óbitos relacionados com a propagação desta doença infeciosa. Somente na metade do século XX, cientistas descobriram drogas eficazes capazes de curar.